Marta Luciana R...'s profilePedaços de MimPhotosBlogListsMore ![]() | Help |
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November 03 Porto SeguroDizem que todo paraíso tem seu preço - com Porto Seguro não é diferente. Passei o feriadão de 12/10 lá com amigos maravilhosos e momentos de pura tranquilidade e relax, mas não me lembrava que a cidade fosse tão cara!!!!
Como uma cidade pode ter uma frota de táxi que não usa taxímetros (segundo eles, aguardam liberação da prefeitura)? Fazem o preço que querem e depois que vc reclama eles abaixam... Isso é exploração de turistas. Melhor ir à pé ou de ônibus já que as distâncias por lá não são tão grandes.
Falta de atendimento com qualidade é uma questão recorrente na maior parte das cidades turísticas do Brasil. Embora Salvador tenha melhorado sensivelmente, soube que no Rio o atendimento continua ruim e em Porto Seguro não é diferente - as pessoas parecem te fazer um favor ao atender. A exceção fica por conta do sempre maravilhoso Arraial D´Ajuda - colorido, uma combinação perfeita do rústico e do urbano, do cosmopolita com a baianidade, sem os folclores do axé. Lá, sim, o atendimento é maravilhoso, com sorrisos e atenção.
Há uma cultura local de "dançarinos" nas barracas de praia e as maiores delas sempre têm seus grupos de dança: jovens bonitos - nem sempre nativos, brancos, negros, loiros, meninas e meninos dignos de capas de revistas, com corpos malhados de geração saúde, que acabam por despertar em outros jovens a vontade de aprender as coreografias, dançar ali e então alçar outros vôos... quais? Simples: dançar na Espanha ou encontrar alguém que os leve para fora do país. Em outras palavras, ainda existe o sonho do(a) prostituto (a) Cinderela.
Aconteceu um fato engraçado e ao mesmo surreal comigo e meus amigos: estávamos comprando um picolé num posto de gasolina no centro de Porto, por volta de 1h30, noite alta, quando um rapaz se aproximou e os deu boa noite. Saímos do posto e fomos para perto do carro. Meu amigo Lafa queria mais um picolé e voltou ao posto, enquanto eu e Alê ficamos perto do carro. Vimos que o rapaz abordou Lafa, que voltou rindo muito e nos contou o seguinte diálogo:
Rapaz - E aí véi? Vc é casado com alguma das duas ali?
Lafa - Não.
Rapaz - E qual é seu lance aí com as duas?
Lafa - São minhas amigas.
Rapaz - Troca umas ideia lá, pq qualquer uma das duas para mim lá tá bom!
Imagine só que surreal!!!!!! Depois que Lafa nos contou, o rapaz veio e se apresentou:
Rapaz (estendendo a mão) - Prazer, meu nome é Filipe, ex-dançarino do Barramares. (E ele repetiu a mesma apresentação com minha amiga.)
Eu - E vc faz o quê da vida Filipe?
Filipe ( com cara de espanto) - sou ex-dançarino do Barramares.
Eu (mais espantada do que ele)- Sim, e hj vc faz oq ue da vida?
Filipe - Sou baladeiro. Parei de estudar por causa da mulherada, sabe como é...
Depois de alguma conversa desencontrada o rapaz disse que a coisa da mulherada era boa demais e que tinha amigos que tinham conhecido umas mulheres por lá e que agoram estavam dançando nos EUA e na Espanha... Daí saquei tudo: garoto de programa pobre sonha com a história de cinderelo... fiquei passada!!!
Não bastasse isso, acabamos indo parar no show do Raggatoni num lugar chamado Porto Magia!! Pelamordedeus, alguém diz para aquele tal de Toni que ele não é um resultado de cruzamento de Carlinhos Brown e Alexandre Pires!!!! Aquilo foi Bizarro!!! Ainda bem que o bom humor da minha gang permitiu que déssemso muita risada.... quanta gente feia junta!!!! E as músicas mudavam de nome e letra, mas eram a mesma coisa...rsrs
Enfim, foi bem divertido. Mas da próxima vez, vamos ficar direto em Arraial D'Ajuda que é um lugar lindo, limpo, de gente bonita e de bom gosto, com atendimento excelente!!!
As fotos estão no álbum! September 26 Back to real life.Parece que faz um século que não escrevo aqui. E faz mesmo... o tempo - e eu - fez com que as coisas mudassem. I feel good (ta-na-na-na-na-nam), I knew that I would...rsrsrs
Então: deveria ser primavera agora, com o sol delicioso de setembro - que esquenta sem arder... deveria, mas não é. Depois de dias num calor absurdo, sol escalante e ar seco, hoje temos um dia frio com garoa, daqueles típicos do inverno conquistense. Bom para ficar em casa dormindo - de preferência abraçadinha com alguém. Mas como não há uma coisa nem outra, acordei cedo e vim trabalhar, dar aulas e corrgir provas, lembrando de São Paulo.
São Paulo- Foi uma delícia rever amigos, rever pessoas, rever lugares, sentir os cheiros... pena que passou tão rápido. Minha vida é absolutamente dividida entre um mundo que tem mais de mim, por afinidade - São Paulo, e um outro que me gerou e está entranhado em mim, Conquista - com minha família, minha história e uma tranquilidade maior.
Enfim, pretendo voltar mais a São Paulo, rever as pessoas queridas - amigos- irmãos antigos e novas pessoas recém-adquiridas (rsrs) queridas também.
Depois acrescento fotos novas no álbum... May 18 Cura nada...É isso aí: achei que estivesse curada, mas não... apesar de mais equilibrada e estar tendo um ano excepcional em termos de trabalho e equilíbrio emocional, eu achei que dava conta do recado, mas me enganei. Tirei forças - sabe-se Deus de onde - para me afastar de quem me é tão precioso. Fazer o quê? Não sou mulher de me contentar com pouco. Por que aceitar amizade se quero muito mais? Se só há amizade para me oferecer então é melhor me retirar, me recolher e tentar recomeçar, me reiventar. Não vou me machucar mais. Quer saber o que sinto? A música de Vander Lee, deixa bem claro: (...) Eu queria poder te dizer sem palavras Eu queria poder te cantar sem canções Queria viver morrendo em tua teia Seu sangue correndo em minha veia Seu cheiro morando em meus pulmões (...) (Esperando aviões - Vander Lee) May 01 Ausência temporáriaAndo meio ausente aqui do meu blog... e nem é por não ter o que falar... é falta de tempo mesmo para sentar, pensar e escrever as coisas que têm me acontecido. Vi alguns filmes bem interessantes recentemente, mas já se acumularam e nem lembro individualmente do que achei de cada um, assim de sopetão...rsrsrs Mas tudo bem: coisas boas andam acontecendo e por isso estou feliz. Realmente, 2007 é definitivamente um bom ano!!! Beijos! January 14 2007 e a cura2007 é o ano da minha recuperação e já começou bem: fui chamada pelo Estado, providenciei a papelada e falta pouco para estar definitivamente contratada. Outros trabalhos estão surgindo e as coisas nessa área vão muito bem obrigada!
Virada de ano divertídissima, praia, água, flores, amigos, novos amigos. Algumas surpresas engraçadas, bem engraçadas... Daniela Mercury na Barra sem cantar axé - graças a Deus! Um show belíssimo de ponta-a-ponta, em homenagem a Renato Russo, e uma noite que valeu a viagem inteira!
Apesar de gostar de praia, tenho pouca tolerância ao sol, então, zero marca de bíquini. Prefiro o mesmo o campo.
Não é incomum em clássicos da Literatura mundial que uma pessoa que estivesse com algum mal (ou de saúde ou de amor) fosse passar uma temporada no campo em busca de cura.
Eu entendo perfeitamente bem as razões e garanto o resultado! Pode não ser a cura, mas acalma, alivia dores e a hospitalidade é tudo: calor humano, comida saudável, cavalgadas...
Passei uns 4 dias fora de Conquista experimentando as delícias de estar num campo com as facilidades da vida urbana, mas com todas as vantagens enumeradas acima.
A vida é muito boa quando você consegue vê-la diferente!!! Voltei ao meu otimismo costumeiro. December 28 Desert"There is a desert inside me. (...) There are no words in my mouth." Elchanan Elkes, médico, Kovno, Lituânia December 23 I´m away...Estou meio fora do tempo real... do mundo real... vou ficar por aqui e por ali até sorrir de verdade de novo. Por enquanto meu sorriso está aí, mas é meio que só por fora. Consequências, honey, das escolhas... dói, mas eu sei que um dia passa. E ficará para sempre a memória do que e do quanto foi bom - e foi muito bom, como nunca tinha sido antes!!! I still love you, but I´m giving up! November 17 SurpresasJá escrevi no meu Orkut que AMO boas surpresas! E tive uma festa de aniversário surpresa deliciosa na terça-feira. Com bolo e flores! Um arranjo belíssimo de copos-de-leite, feito pelos meus alunos. Além da beleza do arranjo teve o ingredinte carinho junto - e isso é uma delícia. Quase choro!
Já preparei festa surpresa e sei o quanto é gostoso a gente arrumar tudo, planejar e esperar a pessoa...rs... e ver a satisfação estampada. Graças a Deus, nunca vi expressões de indignação ou de decepção.
Gosto de fazer surpresas - já tive meu período de preparar coisinhas, cartinhas e cartõezinhos para namorado, amigas... Infelizmente, perdi muito da minha espontaneidade em fazer coisas assim. A gente apanha da vida e vai se sentindo meio estúpida em se doar tanto.
Sinto falta de fazer essas coisas de novo. Vou retomar meu caminho natural e me abrir para fazer surpresas àquelas pessoas que amo. Da última vez, foi emocionante mesmo. Minha mãe chorou. E eu também!
Bah - novidade! Virei chorona! November 13 Datas, aniversários, comemorações e...?Hoje é meu aniversário! 35 anos completinhos às 8hs! Todos os anos costumo arrumar minhas gavetas, papéis e o que for possível nos dias que antecedem meu aniversário - assim vou domando a ansiedade a agonia e vou pensando na vida... Avaliando bem as coisas, existem muuuitas coisas que faria diferente, outras que não faria de jeito nenhum e algumas das quais me arrependo muito e outras das quais gostaria de nunca me lembrar - dessas últimas, se arrancar a minha pele pudesse mudá-las, pode ter certeza que eu o faria! Anyway, mesmo as coisas das quais me arrependo fazem parte da minha história e me fizeram ser o que sou hoje. Precisei passar por elas para saber o que sei sobre mim, sobre o que eu quero, sobre o que eu gosto e o que quero construir. Sou mais forte - e paradoxalmente também mais frágil - do que antes. Mas também mais centrada, direcionada. Ainda me perco e procuro meu caminho às vezes, mas já não fico no escuro total. Tenho muito a comemorar: sou feliz! Posso ser eu mesma, sem medo de aprovações e/ ou desaprovações! Fico confortável com minhas escolhas... enquanto eu estiver feliz! So, parabéns para mim! November 10 Tempestade em copo d'águaÀs vezes somos pegos de surpresa com informações novas ou presumimos atitudes e, antes mesmo de esclarecê-las, acabamos jogando por terra o belíssimo discurso da racionalidade e paciência. Eu fiz isso recentemente, com uma pessoa que me é tão querida e ainda não pude lhe pedir desculpas pessoalmente. Sem perguntar e sem manter a calma e o silêncio, fiz uma tempestade num copo d'água, fui rude quando a situação pedia compreensão e me surpreendi com a dimensão irracional da minha própria irritação. Em geral, quando fico irritada, prefiro não dizer nada para não falar ou fazer besteira; e foi horrível me dar conta do que fiz exatamente depois que desliguei a chamada. Agora? Reaprender a pensar duas vezes antes de falar alguma coisa e não deixar o sangue ferver tanto ao me deparar com uma situação que não me seja agradável. Anyway, é mesmo tempo de me organizar mentalmente: aniversário chegando...Saudade de pessoas especiais. Diz o ditado que depois da tempestade vem a bonança...provoquei a tempestade, espero poder promover a bonança também. October 25 Carinhos e carinhosOntem fez exatamente um ano que minha avó materna morreu. Mais do que avó, D. Olga foi minha segunda mãe, um espelho de mulher bem-humorada e com suas piadas próprias, tiradas de sua experiência... uma figura cativante. Sempre carinhosa, até alguns meses antes de sua morte ela nos colocava em seu colo e fazia cafuné em nossos cabelos. Durante o tempo tempo em que morei em São Paulo, sempre que ligava aos domingos e falava com ela, ouvia de volta um "eu te amo minha fiinha bonita! Você é uma jóia!". Ainda tenho no micro os textos que os netos, filhas e filhos escreveram a seu respeito. Emocionantes, bem pontuados de experiências também engraçadas na convivência com ela. Carinho é tudo. Carinho de família, então, é essencial. Sinto a falta dela. Muita. E sei que isso não é privilégio meu. E fico pensando: quando eu morrer, o que vou deixar para as pessoas? O que dirão de mim? Às vezes tenho essa péssima sensação de que estou passando em branco pela vida - que há algo muito bom e importante a fazer esperando por mim. E eu ainda não encontrei. October 17 Pesos e medidas do amorAmor tem peso e medida. Diferente, contudo, das outras substâncias mensuráveis, não há um padrão de aferição para sentimentos. Desconheço a existência de um INMETRO para o amor.
Sentimentos são subjetivos; logo, somente o sujeito que os tem pode mensurar/dimensionar sua intensidade ou a sua ausência.
Quando digo ao outro que o amo, uso como medida meu próprio referencial - assim como ao ouvir do outro que me ama aceito seu referencial, decodifico sua mensagem e arquivo seu olhar, seu gesto, seu sorriso.
Não posso querer do outro que tenha o mesmo amor - nem mesmo posso julgar se o amor que me diz ter é verdade. Com base em quê poderia fazê-lo? Em comportamento? O comportamento que se espera daquele que diz amar está calcado em quê? Padrões comportamentais ditados pela sociedade? Indicados pelas revistas setorizadas com matérias do tipo "5 Dicas para saber se o gato está mesmo na sua"? Não. Isso também é subjetivo. Certamente o que espero do outro, não é o mesmo que a minha amiga espera do outro dela.
E depois do "eu-te-amo"?
Levei 29 anos para aprender a dizer essa frase: "eu-te-amo". Não conseguia dizê-la, nem mesmo para meus pais, meus grandes e maiores amores, mesmo sabendo que eles, sim, me amam com constância, realidade e de forma incondicional.
Mas aprendi a dizer "eu-te-amo", sem esperar uma resposta positiva de volta.
Disse - e digo - "eu-te-amo" ao grupo seleto de meus melhores amigos - meus Fab Friends - e somente a quem de fato amo. É um número pequeno, mas substancial. E o disse a pouquíssimos namorados, tão poucos que não preciso usar todos os dedos de uma mesma mão para contar.
Assim, que ninguém julgue se o que sinto é amor, paixão, adoração ou gostar. Ninguém tem o direito de dizer que o que sinto não é amor. O sentimento é meu. O referencial é meu. E eu te amo.
September 24 John Donne e o amorAssisti hoje o filme Tristão e Isolda, muito belo plasticamente e em sua história, já famosa através de Shakespeare, da ópera de Wagner... você pode encontrar um bom comentário e resenha do filme no hiperlink acima. Pesquisando sobre os versos que Isolda lê para Tristão durante o período em que ele está convalescente e no momento de sua morte, encontrei as informações do blog da Kamila e acabei indo pesquisar sobre o John Donne, poeta do Sec XVII, o Deão da Catedral de St. Paul que por amor a uma aristocrata foi encerrado numa torre - e ainda assim continuou produzindo versos belíssimos! Aliás, sua biografia é bem cheia de complicações, mas sua produção bastante cheia de drama e fleuma. Entre todas as coisas que John Donne escreveu, ele certamente escreveu as mais bonitas sobre sua relação emblemática com a religião e, sim, sobre o amor - sua bela Anne. É dele um delicioso poema de amor ( e também erotismo) chamado Elegia ("a coberta de um homem te é o bastante" - grifo meu) e também um outro poema tão famoso por emprestar um de seus versos ao título de uma das obras de Hemingway, que preferi copiar, inteiro aqui: Nenhum homem é uma ilha isolada cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; Se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída Como se fosse um promontório O solar dos teus amigos ou o teu próprio A morte de cada homem me diminui Porque sou parte do gênero humano E por isso, não me perguntes por quem os sinos dobram Eles dobram por ti John Donne September 23 SetembroAMO setembro. Não sou virginiana mas acho o mês mais gostoso do calendário. Simplesmente porque temos a primavera. A estação em que tudo muda: as cores, o clima, o céu, as folhas e meus olhos. Tudo é diferente em setembro - e que ninguém diga que há algo de amor no ar...há, sim...estou mesmo apaixonada e isso alimenta meus dias e ilumina meu olhar...rs... Sempre gostei de setembro e adoro pôr o Beto Guedes para cantar beeeem alto uma música que adoro e acho a cara da primavera... aproveitem e curtam comigo: Sol de Primavera (Beto Guedes e Ronaldo bastos) Quando entrar setembro E a boa nova andar andar nos campos Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou Juntos outras vez Já sonhamos juntos Semeando as canções ao vento Quero ver crescer nossa voz No que falta sonhar Já choramos muito Muitos se perderam no caminho Mesmo assim não custa inventar Ua nova canção Que venha nos trazer Sol de Primavera Abre as janelas do meu peito A lição sabemos de cor Só nos resta aprender August 27 Orgulho e Preconceito!Jane Austen sabia exatamente o que escrevia; tinha uma aguçada percepção da realidade e observava constantemente a sociedade em que vivia e as relações interpessoais. Por isso seus livros são atemporais.
Orgulho e preconceito pode parecer folhetinesco à primeira vista, mas é mais profundo na psicologia das relações. E eu adoro isso!
Não vou negar também que fico o tempo todo torcendo para Elizabeth e Mr. Darcy ficarem juntos cada vez que releio o livro - e revejo o filme...rsrsr... Mr. Darcy e seu preconceito, Elizabeth e seu orgulho juntos fazem a dupla mais deliciosa dos livros da Jane Austen... depois de Emma e Mr. Knightley, claro!
Ahnnn, tá bom, tá bom... eu gosto de filmes de época, de livros de época...rs... não posso ver um espartilho e uma roupa cheia de mangas e saias que já acho que tenho ver...rs
O filme me fez sonhar romanticamente... sou boba... acredito no amor...faz mal?
A Jane nunca se casou... foi apaixonada, mas teve problemas com preconceito e diferença de classe social. depois disso nunca mais se relacionou com ninguém.
Sei lá... o que dizer quando se ama? O que é mesmo o amor? Ah, acho que eu tô divagando demais, quase dormindo aqui olhando para a tela... mas enfim é isso aí!
Recomendo: leiam Jane Austen!
August 10 Conto em pontoUm homem de terno e gravata passava pela calçada do outro lado da rua e parou repentinamente na sombra.
Seu rosto parecia cansado, tenso... tinha rugas em parênteses ao redor da boca e vários tils na testa. O rosto tinha uma palidez matinal e microgotas de suor estavam em seu nariz pequeno e arredondado. Os olhos castanhos e pequenos, apertados como coelhos que fogem, piscavam lentos e fixos no vazio.
Enquanto o observava meu tempo parou; eu o via em câmera lenta: olhou o céu claro com desejo, tirou o paletó, abriu a pasta, retirou uma maçã e ali cravou os dentes com gosto. Lábios molhados. Mãos firmes, dedos longos, poucos pêlos. Sentou-se como um leão devorando um antílope. Sorriu para si mesmo enquanto comia.
Sem sorrir, não me movia. Pintava debilmente a cena numa tela imaginária. Apreciava o momento à distância. Mesmo me expondo ao sol e ao calor. Queria vê-lo à luz...
Nuvens vieram. O homem-terno saiu do abrigo e com passadas largas, rápidas e os olhos de coelho no relógio, continuou seu caminho.
Choveu. A tela ficou em branco. August 03 Cozinha, carinho, amoresGosto de cozinhar - os mais chegados sabem disso - e gosto de ter para quem cozinhar.
Enquanto escrevo, provo da canjinha que fiz junto com Neto, na casa de meu primo Guto, embriagada com os cheiros e com a música que ouço...rs... cozinha inspirada.
Cozinhar tem mesmo que ser um ato de amor... pôr na comida o seu sentimento, sua sensação. Sem dúvida, se alguém cozinha enquanto sofre, fica difícil que o fermento faça o efeito esperado. Alguns amigos lembram do pão diminuto que fiz há algum tempo (o pão deveria ser "de minuto", mas o fermento não funcionou - dor de cotovelo).
Uma comida feita com amor te dá uma sensação deliciosa... it feels like home, ya know...
Meu amigo Yuzuru (love ya Scarecrow! Miss you!) esteve todo o fim de semana passado comigo, juntinho... me senti amada, aconchegada, aconselhada. Pena que não cozinhei mais variedades para ele, mas fiz macarrão com muito amor. I'm sure he knows it.
All the ones I love know I always give the best of me while cooking... it's just one of my best ways to say "guys, I love ya".
If you want me to cook for you, make me love you!
July 21 Mais de PessoaNunca escondi que sou fã do Fernando Pessoa e seus heterônimos. Das várias maravilhosas coisas que escreveu tenho os meus textos favoritos e um deles casa bem com o meu último post:
411
Ninguém ao outro ama, senão que ama
O que de si há nele, ou é suposto
Nada te pese que não te amem. Sentem-te
Quem és, e és estrangeiro
Cura de ser quem és, amam-te ou nunca.
Firme contigo, sofrerás avaro
De penas.
Fernando Pessoa 10-08-1932
July 17 De príncipes, princesas, sapos, bruxas e ogrosPríncipes têm prazo de validade?
Recebi um postal ( delícia, correio normal, papel!!!!) de uma amiga contando da sua experiência inusitada de ver seu suposto príncipe se transformar num sapo repugnante.
Alguns julgariam a internet como a vilã da história, pois se conheceram através da rede, em três meses se casaram e um ano depois se separaram.
Conheço casos de princesas que se transformaram em bruxas - talvez numa velocidade mais lenta, mas em doses sorologicamente letais - e não houve internet nenhuma para culpar.
Os contos de fadas terminam com o certeiro "... e foram felizes para sempre." Quanto tempo é sempre? Felicidade é um estado permanente que possa ser medido em tempo? E depois do sempre?
Príncipes e princesas assim o são porque vêm no outro, nesse período de sedução e encantamento, apenas o que há de afinidade, bom e sedutor. Nos contos de fadas ninguém ronca, arrota, solta pum, acorda de mau humor, têm enxaquecas, discutem por contas a pagar, pela toalha molhada na cama ou pelo tubo de pasta de dentes. Principes e princesas não têm vícios ou hábitos.
Estabelecido o Reino da Convivência da Diária vem a transformação - alguns para sapos/bruxas, outros para ogros - o melhor de todos eles, sem dúvida. Ogros têm seus hábitos e chatices, mas não os escondem e não se fingem de bonzinhos.
Acho que sempre tive medo de encontrar um príncipe-sapo. Aliás, não sei lidar com príncipes. Nunca fui princesa. Se já fui bruxa, não tive consciência. Mas tenho minhas ogrices - quem não as tem? - e sou bem consciente delas.
No respeito, na paciência, na construção de uma relação honesta não há espaço para sapos e bruxas.
Lembro-me da p´rimeira vez em que realmente senti que estava dividindo parte da minha intimidade com alguém: entrei em pânico. Como poderia revelar tanto te mim ao outro? Deixar minhas fragilidades, minhas chatices e esquisitices aparecerem? Foi assim que me descobri ogra...rsrsrsrss...honestamente ogra.
Não finjo ser o que não sou - não poderia, não sou tão boa atriz. Já é bem complicado saber das minhas ogrices e quem convive com elas já sabe como lidar com isso. Mas também convivo com ogros e aprendi a lidar com a ogrice alheia.
Aos príncipes e princesas que saiam das páginas dos livros e caiam na real; aos sapos que voltem aos brejos; às bruxas que fiquem com seu cadinho (vazio).
Nós, ogros, somos mais humanos e mais reais!
Eu quero meu ogro!
July 11 Fechada para balançoÉ isso aí: vou aproveitar que o micro de casa deu pau e vou fechar uns dias para balanço... de qualquer forma já não consegui postar umas quatro vezes e os textos perderam o momento do sentimento e do desabafo...
Apareço em breve com o resultado do meu balanço...rs
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